Nesse cenário, as oportunidades não se restringem a engenheiros agrônomos ou profissionais que trabalham diretamente nas lavouras.
Desenvolvedores, cientistas de dados, especialistas em inteligência artificial e engenheiros de software também podem atuar em empresas agrícolas, cooperativas, indústrias de máquinas e startups de tecnologia para o agro, conhecidas como agtechs.
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Quais profissionais de tecnologia são buscados no agronegócio?
A demanda varia conforme o tipo de negócio, o porte da empresa e o nível de digitalização das operações. Entre as áreas com aplicações relevantes no setor, estão:
1. Cientista de dados e analista de dados
Cientistas e analistas de dados trabalham com informações que ajudam empresas e produtores a tomar decisões. No agronegócio, esses profissionais podem analisar dados climáticos, produtividade das lavouras, características do solo, custos operacionais e resultados de safras anteriores.
A partir dessas informações, é possível identificar padrões, estimar resultados e apoiar o planejamento da produção.
Entre as competências úteis para essas funções estão:
- Linguagem de programação Python;
- SQL e bancos de dados;
- Estatística e análise exploratória;
- Ferramentas de visualização de dados, como Power BI;
- Conhecimentos de análise preditiva.
2. Desenvolvedor de software
O desenvolvedor de software cria e mantém sistemas utilizados na gestão e na operação do agronegócio.
As soluções podem atender desde o controle financeiro de uma propriedade rural até a gestão de estoques, a comercialização de insumos e o acompanhamento de máquinas agrícolas.
Também há oportunidades em empresas que desenvolvem plataformas digitais para produtores, cooperativas, distribuidores e outros integrantes da cadeia de abastecimento.
Entre as competências relevantes estão programação, desenvolvimento de aplicações, bancos de dados, integração de sistemas e computação em nuvem.
3. Engenheiro de inteligência artificial e especialista em machine learning
A inteligência artificial pode ajudar a identificar doenças em plantas, reconhecer padrões em imagens, prever riscos e estimar a produtividade de uma lavoura.
Os profissionais que desenvolvem essas soluções trabalham com modelos computacionais treinados para analisar dados e produzir previsões ou classificações.
No setor agrícola, as aplicações incluem visão computacional, análise de imagens de drones e satélites, modelos preditivos e sistemas de apoio à decisão.
Para seguir essa carreira, é útil estudar Python, estatística, machine learning, processamento de dados e avaliação de modelos de IA.
4. Engenheiro de dados
O engenheiro de dados desenvolve a infraestrutura necessária para coletar, organizar, integrar e disponibilizar informações para análise.
No agronegócio, os dados podem vir de sensores, máquinas agrícolas, estações meteorológicas, sistemas financeiros e plataformas de gestão. Para que essas informações sejam utilizadas de maneira eficiente, é necessário construir processos de integração e armazenamento.
Entre as competências importantes estão SQL, Python, pipelines de dados, arquitetura de dados e serviços de computação em nuvem.
5. Especialista em Internet das Coisas (IoT)
A Internet das Coisas conecta equipamentos físicos à internet ou a outras redes, permitindo coletar e transmitir informações. Na agricultura, sensores podem monitorar a umidade do solo, a temperatura, o funcionamento de equipamentos e as condições de armazenamento.
Os profissionais de IoT trabalham na integração entre sensores, dispositivos, redes e plataformas digitais.
Dependendo da função, são úteis conhecimentos de programação, eletrônica, sistemas embarcados, protocolos de comunicação e análise de dados.
6. Engenheiro de automação e robótica
A automação agrícola utiliza sistemas de controle, sensores, softwares e equipamentos capazes de executar tarefas com menor intervenção humana.
Essas tecnologias podem ser aplicadas a máquinas agrícolas, sistemas de irrigação, operações de plantio e colheita e processos industriais ligados ao beneficiamento de produtos.
Engenheiros de automação e robótica desenvolvem, integram ou mantêm esses sistemas. A atuação pode exigir conhecimentos de programação, eletrônica, controle, instrumentação e integração entre hardware e software.
7. Especialista em geoprocessamento e sensoriamento remoto
O geoprocessamento permite analisar informações relacionadas à localização e às características de uma área. Já o sensoriamento remoto utiliza imagens e dados coletados por satélites, drones e outros sensores para observar a superfície terrestre.
No agronegócio, essas ferramentas ajudam a monitorar lavouras, identificar variações na vegetação, mapear áreas de cultivo e acompanhar mudanças nas condições do terreno.
Profissionais dessa área podem utilizar sistemas de informações geográficas (GIS), processamento de imagens, análise espacial e ferramentas de programação.
8. Especialista em computação em nuvem e cibersegurança
A digitalização do agronegócio também exige infraestrutura para armazenar e processar informações e mecanismos para proteger sistemas e dados.
Especialistas em computação em nuvem ajudam a desenvolver e manter plataformas digitais escaláveis. Já os profissionais de cibersegurança atuam na prevenção de ataques, no controle de acessos e na proteção de informações e sistemas conectados.
Essas competências podem ser relevantes para empresas de tecnologia agrícola, indústrias, cooperativas e organizações que dependem de sistemas digitais para manter suas operações.