Geriatra: tudo sobre a profissão

O médico que cuida da saúde dos idosos

Especialista vem sendo cada vez mais requisitado com o envelhecimento da população; apesar disso, ainda há poucos profissionais no mercado

Salário médio: R$ 6.760,28 Vagas em 2025: +32 vagas

Dados do Ministério do Trabalho (CAGED e eSocial), compilados pelo Quero Bolsa.

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Em resumo
  • Geriatra é médico especializado no cuidado de idosos, integrando aspectos físicos, mentais e sociais para preservar autonomia, funcionalidade e qualidade de vida diante das condições associadas ao envelhecimento.
  • Atua com avaliações abrangentes da história clínica, função cognitiva e medicações; diagnostica e trata doenças crônicas, demência, osteoartrite, osteoporose e incontinência, e prioriza prevenção de quedas.
  • Como age: realiza avaliação geriátrica completa, elabora plano individual (ajuste de medicamentos, terapias físicas, nutrição e exercícios), coordena equipe multidisciplinar e revisa o plano regularmente.
  • Para atuar como geriatra exige graduação em Medicina, registro no CRM e residência ou pós-graduação em Clínica Médica e Geriatria; pode trabalhar em hospitais, clínicas especializadas, lares de longa permanência ou consultório privado.

Por que ser um Geriatra?

Fonte: MTE, Ministério do Trabalho e Educação.
O mercado não apresenta crescimento nos últimos anos

Sobre a profissão

O que faz um geriatra?

O geriatra é o médico especializado no cuidado de pessoas idosas. Ele avalia a saúde considerando o histórico médico, as condições atuais, os medicamentos e fatores emocionais e sociais. Também diagnostica e trata problemas comuns nessa faixa etária, orienta medidas preventivas e coordena o cuidado com outros profissionais de saúde.

Qual curso é preciso fazer para ser geriatra?

Para se tornar geriatra, é necessário cursar graduação em Medicina e obter registro no Conselho Regional de Medicina. A formação também inclui residência ou pós-graduação em Clínica Médica e em Geriatria. O percurso descrito para a profissão prevê primeiro a formação em Clínica Médica e, depois, a especialização voltada ao cuidado de idosos.

Onde um geriatra pode trabalhar?

Geriatras podem trabalhar em hospitais, clínicas especializadas em geriatria, lares de idosos e instituições de cuidados de longo prazo. Também podem atender em consultórios particulares. Em hospitais e instituições, colaboram com equipes multidisciplinares; em clínicas e consultórios, realizam avaliações, tratamentos especializados e acompanhamento de pacientes idosos.
Oportunidades para se tornar Geriatra

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Como se tornar um Geriatra?

Para se tornar um geriatra no Brasil, é necessário seguir uma trajetória educacional e profissional específica, que envolve etapas similares às de outros países, mas adaptadas ao sistema de saúde brasileiro. Aqui está uma visão geral dos passos necessários:

  • Educação de graduação: O primeiro passo é obter um diploma de bacharelado em Medicina em uma universidade reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Isso geralmente envolve cursar um curso de seis anos, que combina estudos teóricos e práticos em diversas áreas da medicina.
  • Residência em Clínica Médica: Após concluir a graduação, os médicos interessados em se tornar geriatras devem realizar uma residência em Clínica Médica. Essa residência geralmente tem duração de dois a três anos e proporciona uma formação abrangente em medicina interna, com enfoque no diagnóstico e tratamento de doenças comuns em adultos.
  • Especialização em Geriatria: Após concluir a residência em Clínica Médica, os médicos podem buscar uma especialização em Geriatria. No Brasil, essa especialização pode ser realizada por meio de programas de residência médica em Geriatria, oferecidos em algumas instituições de saúde em todo o país. 
  • Esses programas geralmente têm duração de dois anos e proporcionam treinamento específico em cuidados com idosos, incluindo avaliação geriátrica abrangente, manejo de doenças crônicas em idosos, cuidados paliativos e questões relacionadas ao envelhecimento.
  • Certificação e licenciamento: Após concluir com sucesso a especialização em Geriatria, os médicos podem buscar a certificação na área através de exames realizados por instituições médicas brasileiras, como a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Além disso, os médicos devem obter licenciamento junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde desejam praticar.
  • Evolução profissional contínua: Assim como em outros países, os geriatras no Brasil devem manter-se atualizados com os avanços na área, participando de eventos científicos, cursos de educação médica continuada e pesquisas acadêmicas. Isso contribui para aprimorar seus conhecimentos e habilidades e oferecer o melhor cuidado possível aos pacientes idosos.


Quais os exames que o geriatra costuma pedir?

  • Exames de sangue: Para avaliar a função renal, hepática, os níveis de glicose, colesterol, vitaminas (como vitamina D) e hormônios (como a tireoide). Isso pode ajudar a identificar condições como diabetes, hipertensão, dislipidemia e deficiências nutricionais.
  • Exame de urina: Para detectar infecções urinárias, problemas renais ou diabetes.
  • Eletrocardiograma (ECG): Para verificar a saúde do coração e identificar arritmias ou outros problemas cardíacos.
  • Ecocardiograma: Para avaliar o funcionamento do coração e a presença de doenças cardíacas, como insuficiência cardíaca ou problemas nas válvulas.
  • Exames de função pulmonar: Como a espirometria, para avaliar a capacidade respiratória, especialmente em pacientes com histórico de doenças pulmonares, como asma ou DPOC.
  • Densitometria óssea: Para avaliar a densidade mineral óssea e diagnosticar osteoporose, um problema comum entre os idosos.
  • Tomografia ou ressonância magnética: Para investigar condições cerebrais, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), demência, tumores ou outras anomalias neurológicas.
  • Avaliação cognitiva: Testes neuropsicológicos para verificar a presença de distúrbios cognitivos, como demência ou Alzheimer.

Vale a pena estudar para ter essa profissão?

Ser formado ou não... eis a questão?

Quais cidades têm cursos de Gerontologia?

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